Como Narciso que, de tanto baixar o olhar para contemplar sua própria imagem, afogou-se nas águas que o refletia, para voltar para o divino mundo das idéias “É libertar da dominação do corpo” Platão.

            Existia assim, como ainda hoje estimulado pela originalidade grande desejo do homem individual. O espelho permite que as pessoas se vejam. No século XIX apenas alguns barbeiros possuíam espelhos, que era de uso exclusivo do gênero masculino. Pois bem, se passa o tempo, e as mulheres tiveram acesso aos espelhos, que eram ignorados em algumas aldeias, porque estimulava o erotismo da imagem do corpo. O espelho estava cercado de crenças e mistérios como apresentar o espelho para um bebê, pois prejudicava o crescimento do mesmo, deixar o espelho descoberto depois de uma morte traz azar, etc.

          O lançamento coletivo de publicações do ano 2011 da Editora UECE, na ocasião será lançado o livro “Multilaterismo e reações sul-americanas”, publicação do Observatório das Nacionalidades, sob a organização da Profa.Mônica Dias Martins (UECE, Observatório das Nacionalicadades) e de Rosemary Elisabeth Galli (London School of Economics), o evento será realizado no contexto da XVI Semana Universitária da UECE – o IV LANÇAMENTO COLETIVO DELIVROS DA  EdUECE,  no dia 23 de novembro de 2011, 4ª. feira, às 18:00 h, no Auditório Paulo Petrola (Reitoria).

Inicio o que chamarei de primeiro ato (apresentação de problemas ligados a Informática Documentária), a contextualização do que demanda á explicação para ausência de ferramentas, e aplicativos ligados à produção e utilização de textos acadêmico-científicos, e a Deficiência nos conhecimentos básicos de informática. Despreparo em informações técnicas de biblioteconomia e do idioma com redação científica ( CARNEIRO, [2006]). Pautam este Artigo, a busca de melhorias subsidiado por um diálogo interdisciplinar, buscando sugestões de novos paradigmas para nossa deficiência profissional. Vale-se ressalvar, também, a deficiência do ensino modelado pelo neoliberalismo, o medíocre projeto didático, e a má estruturação prática de instrução a qual estamos inseridos.
Por diversas vezes, aprendemos o que não iremos utilizar no mercado de trabalho (Gerenciamento teórico, Catalogação e Indexação manual). Como também, nos deparamos com simulacros de disciplinas, e Professores despreparados. Isto tudo vai de encontro ao bom profissional da área Biblioteconômica. Ausência de instrução mínima para o manuseio de novas tecnologias, dos alunos de Biblioteconomia, se dá ao conservadorismo do alto escalão de analfabetos digitais, no qual lecionam os futuros profissionais.

A intensa produção de textos (documento) em instituições acadêmicas necessita, obviamente, serem preservados visando à recuperação destes, precisando ser coerente na representação para se obter uma recuperação eficaz, do documento, sendo que o armazenamento contendo representação de dados não acompanha a vasta produção acadêmica.

Concordando ou discordando das premissas e das teses esposadas ? muitas delas
controversas ? não há dúvidas sobre a competência e sofisticação de alguns autores esforçados da Ciência da Informação, que estudam e analisam o tema abordado neste humilde texto interessado, apenas, para obtenção da nota parcial.

2 MEIA DUZIA DE PALAVRAS

O processo de organização da produção de textos é uma preocupação antiga, data de alguns anos antes de Cristo, que o problema ainda torna se atual. Os próprios autores coniventes com a desarmonia da produção e preservação, ou, visando o aumento da produção de conhecimento registrado criam, surgido no século XVII, um novo produto: periódico científico.

O primeiro periódico que se tem notícia é o Journal de Sçanvans fundado pelo francês Denis de Sallo cujo primeiro fascículo foi publicado em 5 de janeiro de 1665, em Paris.

De Sallo justificou a publicação de seu Journal dizendo ” … Para o alívio daqueles que são muito indolente ou muito ocupados para ler livros inteiros”. Menos de três messes depois da publicação do Journal, surgiu o segundo periódico, desta vez em Londres.

Fundado por um grupo de filósofos ingleses, ligados á ROYAL SOCIETY era diferente dos moldes francês, chamada de Philophiacal Transactions, se tratava de experiências científicas registradas. Com vários avanço o qual foi propiciado pelo periódico científico surgiram outros elementos como, relatórios técnicos, trabalhos em congressos, documentos oficiais, materiais não-bibliográficos e, atualmente, publicações eletrônicas, em diversos suportes (em meio eletrônico, papel entre outros) com função de (informar, obter reações, registrar autoria, etc.).

Ao passar dos anos o controle da produção intelectual tornou se cada vez mais complexo, uma solução encontrada foi à institucionalização do controle bibliográfico, desde a década de 1970, a IFLA – juntamente com a UNESCO – desenvolveram o programa conhecido como UBC* com objetivo de unificar, padronizar e simplificar, de maneira eficiente, os registros da produção bibliográfica de todos os países, concretizando uma rede internacional de informação. Entretanto, em diversas áreas do conhecimento os documentos são gerados, produzidos e descartados cabendo a poucos organizar, disseminar, preservar e recuperar.

Com isso, teve a necessidade de regulamentar, de maneira formal, organização da produção dos textos e até uma padronização da estrutura dos mesmos, de modo a identificar os diversos documentos produzidos de forma facilitada, para se utilizar como fonte de informação cria-se um padrão para produção de periódicos, livros, etc. Com responsabilidade da ABNT. Batizado como Modelo de Gravey a produção de textos científicos se configura na tendência da rápida produção, disseminação e descarte de grande parte do que se é produzido e desatualizado.

2 CRÍTICA E SUGESTÕES PARA INFORMÁTICA DOCUMENTÁRIA

Analisando as técnicas de conteúdo temática da funcionalidade dos metadados observamos que necessita uma adoção de perspectiva abrangente, plural e diferenciada que facilite a preservação digital, categorizando os documentos com o simples objetivo de identificar dados nos diferentes contextos.

No entanto hoje em dia fala-se muito em Ontologia para descrição bibliográfica de Documento, como maneira mais adequada para sanar essa deficiência, tendo em vista a proporção progressiva da informação.

Tendo em vista, a dificuldade enfrentada pelos gestores da informação na recuperação e representação da informação, em banco de dados, atualmente, encaramos os debates e discutimos novas formas de se utilizar de metadados de cunho semânticos, para um busca eficaz rompendo com o tradicional, no caso técnicas de base sintática para uma adequação léxica (Palavras-chave).

Hoje se discute uma maneira de criação de metadados a partir de Ontologias. “Uma ontologia é um conjunto de termos hierarquicamente estruturado para a descrição de um domínio que pode ser usado como um esqueleto fundamental para uma base de conhecimento” (HEUSER; BONIFACIO, [2000].).

5 CONSIDERAÇÔES FINAIS

Tendo em vista tudo o que é discutido nos debates contemporâneos precisamos buscar maneira mais apropriada, visando a recuperação da informação que é um aspecto-chave para se pensar em políticas de indexação de documentos. Elaborar sistemas ou modelos que permitam buscas através de conceitos que habilitem a recuperação semântica em coleções de informações este é um grande desafio. Este trabalho, objetiva propor um modelo de metadados semânticos baseados em ontologias para buscas em Bibliotecas Digitais ou Centros de Informação. Além de apenas, requisito para obtenção da Nota Parcial. (mudando de idéia).

ACESSO À INFORMAÇÃO RELATIVO À ÁREA DE NEGÓCIOS SOCIAIS E SUSTENTABILIDADE: experiências e práticas

MESA REDONDA

Dia 20 de maio de 2011, às  15:30 hs – 18:00 hs.

Local:  Auditório Rachel de Queiroz – Bloco Didático Ícaro Moreira (Centro de Humanidades/Área II) – Campus do Benfica. Endereço Avenida da Universidade, 2768.

Fone para contato: (85) 33667706 / (85) 33667697.

PARTICIPANTES

Profa. Dra. Marlei Pozzebon  (HEC Montréal/Department of International Business)

Prof. Dr. Luciano Barin-Cruz (HEC Montréal/ Department of Management )

Profa. Dra. Lidia Eugenia Cavalcante (Departamento de Ciências da Informação/UFC)

Profa. Dra. Virgínia Bentes Pinto (Departamento de Ciências da Informação/UFC)

Prof. Dr. Fernando José Pires de Sousa (Departamento de Economia/UFC)

Prof. Dr. Manoel Andrade Neto (Departamento de de Química Orgânica e Inorgânica/UFC)

CURRÍCULO DOS PARTICIPANTES

Profa. Dra. Marlei Pozzebon is a Professor at HEC Montréal since June 2002. Her research interests are the political and socio-cultural aspects of information systems implementation, structuration theory and critical discourse analysis applied to IT, business intelligence and social responsibility, and IT and developing countries (digital inclusion, etc.). Dr. Pozzebon holds a Ph.D. in Administration fromMcGillUniversity, an M.Sc. in Management Science from theFederalUniversity of the RGS, a specialization in marketing (PUCRS), a Bachelor’s Degree in computer science (UFRGS), and a Bachelor’s Degree in history (UFRGS). Before joining HEC Montréal, Dr. Pozzebon was a professor at three Brazilian universities. Her professional experience includes working on business intelligence projects since 1995 and modeling and establishing data information systems (since 1988). After spending 10 years as a systems analyst and computer programmer, she became a trainer and consultant in 1995.

Prof. Dr. Luciano Barin-Cruz is an Assistant Professor at the Department of Management at HEC Montréal. He got his Ph.D. in Management fromJeanMoulinLyonIIIUniversity (France) and from the Federal University of Rio Grande do Sul (Brazil). He had previous experience in telecommunication, banking and consulting industries inBrazil. His research interests are related to: Corporate Social Responsibility (CSR) in firms from Emergent and Developed Countries; CSR in Multinational Corporations (MNCs) and export firms; Poverty and organizations. He is in charge of courses related to CSR and Sustainability in Bachelor, DESS and MBA levels. He has already published in journals such as Journal of Business Ethics, Management Decision, Management International, Brazilian Administrative Review, etc, and communicated in conferences such as Academy of Management Meeting (AOM),EuropeanAcademy of Management Meeting (EURAM), European Group of Organization Studies (EGOS), etc.

Profa. Dra. Lidia Eugenia Cavalcante é pós-doutora em Ciência da Informação pela Université de Montréal (2007), com pesquisa sobre memória e patrimônio digital: políticas e ações. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2003). Mestreem História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Especialização em Teorias da Comunicação e da Imagem (1994). possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (1992).É professora adjunta da Universidade Federal do Ceará desde 1993. É líder do Grupo de Pequisa Cultura, Gestão da Informação e Sociedade. Tem experiência na área de Ciência da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: ciência da informação, memória e patrimônio, pesquisa histórica, formação profissional, memória social, educação continuada, gestão por competências, aprendizagem colaborativa, gestão do conhecimento e inovação social. Em 2008 atuou como pesquisadora convidada do Centro de Edição Digital, da Universidade de Montréal – Canadá e em 2010 realizou estágio de pesquisa, como pesquisadora convidada do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Brasil – CERB, da Université du Québec à Montréal UQAM). Desde 2008 coordena o projeto Ler para Crer, de metodologias para a implatação de bibliotecas comunitárias, que recebeu em 2010 o Prêmio VivaLeitura  iniciativa do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Cultura (MinC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com o patrocínio da Fundação Santillana. É membro do Comitê Gestor do NUTEDS/UNA-SUS/UFC.

Profa. Dra. Virgínia Bentes Pinto é bacharelem Biblioteconomia- Universidade Federal do Ceará. Pós-Doutorado em Filosofia-Tratamento cognitivo da informação-Laboratoire danalyse cognitive de linformation (LANCI). Université du Quebec à Montreal-Dept. (2006). Doutorado em Sciences de lInformation et dela Communication- Université Stendhal-Grenoble-3-França (1999). Professora Associada II da Universidade Federal do Ceará-UFC e Coordenadora do DINTER/UNESP/UFC. Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraiba. Pesquisadora -CNPq. Mestrado em Ciências da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1989). Especializaçãoem Informação Tecnológica-Universidade Federal de Santa Catarina (1985). Aperfeiçoamentoem Informação Agrícola-CENAGRI (1982). . Áreas de interesse: Tratamento Cognitivo da Informação, Representação Indexal de textos verbais e não-verbais (imagens, sons), Representação do Conhecimento, Tecnologia da Informação, Informação para a Saúde, Gerenciamento Eletrônico de Documentos, Ontologias, Bibliometria, Linguagem Natural e Controlada, Epistemologia da Ciência, Metodologia da Pesquisa, Leitura e Biblioterapia, Gestão da Informação e do Conhecimento. Conjuntamente com a Profa. Ana Maria Sá, foi idealizadora e colocou em prática o PROLER-CE, tendo sido sua primeira coordenadora. Também idealizou e colocou em prática o projeto Biblioterapia no Estado do Ceará. Tem livros e artigos publicados no campo da Ciência da Informação e da Biblioteconomia. Orienta alunos de graduação e pós-graduação. Possui experiência nas áreas de Ciência da Informação e da Biblioteconomia, atuando em bibliotecas universitárias, públicas, escolares e especializadas.

 

Fernando José Pires de Sousa é graduado em Estatística pela Universidade Federal do Ceará (1976), Especialistaem Métodos Quantitativos pela Universidade de Fortaleza (1981), Mestre em Economia pela Universidade Federal do Ceará (1991), Doutor em Economia pela Universidade Paris XIII (2000) e Pós-doutor pela Universidade de Montreal-Canadá (2010). Atualmente é professor Associado II da Universidade Federal do Ceará, em Economia e em cursos de Pós-Graduação. Tem experiência acadêmica em Desenvolvimento, Pobreza e Políticas Públicas, com ênfase em Economia dos Programas de Bem-Estar Social. Atua principalmente nas seguintes áreas: desenvolvimento econômico, mercado de trabalho, economia regional, estado e economia, proteção social, previdência, saúde pública, economia da saúde e seguridade alimentar e nutricional, nos contextos da América Latina e Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará.

Manoel Andrade Neto possui graduação em Bacharelado em Química pela Universidade Federal do Ceará (1984), mestrado em Química Orgânica pela Universidade Federal do Ceará (1990), doutorado em Química Orgânica – Departamento de Química Orgânica e Inorgânica (1997) e pos- doutoramento em quimica de fungos na universidade de Iowa – EUA. Atualmente é professor – Departamento de Química Orgânica e Inorgânica. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química dos Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: Isolamento e identificação de metabolitos secundarios de plantas e microoganismos, análise de óleos essenciais, atividades inseticida e nematicidade de metabolitos secundarios. Desenvolve atividades de extensão universitária na área de educação, atuando em comunidades de origem popular.

Lidia Eugenia Cavalcante
Departamento de Ciências da Informação
Universidade Federal do Ceará
Fone: 55 85 33667706

O Dia em que Adiaram o Carnaval: política externa e a construção do Brasil.
São Paulo: Editora da UNESP, 2010.

Luis Claudio Villafane escreveu:


    Tomando como ponto de partida a tentativa de adiar o carnaval de 1912 por
 luto pela morte do Barão do Rio Branco, busco problematizar essa mistificação da
 política externa brasileira como uma continuidade inescapável das ideias e
 políticas de Paranhos, mas, principalmente, busco reconstruir o caminho trilhado
 na consolidação do sentimento de identidade brasileira e de nacionalidade e
 explorar o papel da ação do Estado nessa “invenção”. Mais especificamente, busco
 ligar a política externa e a construção da identidade/nacionalidade brasileira.
 A utilização da figura do Barão como gancho retórico para isso pareceu-me

extremamente adequada, pois nós temos um caso único de um “founding father” da
nacionalidade deslocado no tempo. Enfim, espero que possa despertar sua
curiosidade para um livro que, quem tiver o tempo e paciência, verá que, ainda
por cima, acaba em samba…

    A Profa. Doutora Maria Lígia Coelho Prado teve a gentileza de escrever uma
belíssima apresentação que conclui, com generosidade, com o seguinte parágrafo:

“Concordando ou discordando das premissas e das teses esposadas – muitas delas
controversas – não há dúvidas sobre a competência e sofisticação do autor. Este
livro, sem dúvida, se constitui em leitura fundamental para todos aqueles que
desejam entender as intrincadas mediações entre relações exteriores, identidade
e nacionalismo no Brasil contemporâneo”.

O livro já está disponível na Editora e no site da Livraria Cultura.
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=15012911&sid=79168138412927329437932074&k5=112DFBE6&uid=

O Sumário é o seguinte:

APRESENTAÇÃO – Maria Lígia Coelho Prado
O BARÃO, SANTO NO ALTAR DA NACIONALIDADE
BRASIL OU BRASIS?
UM IMPÉRIO TROPICAL
SOMOS DA AMÉRICA E QUEREMOS SER AMERICANOS
O BARÃO E OUTROS SANTOS
A CONSCIÊNCIA DO ATRASO
ROMPENDO COM O BARÃO?
CONCLUSÃO

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CINE-DEBATE: “Valsa com Bashir” e “Táxi para o Lado Negro” são debatidos pelos pesquisadores do Observatório das Nacionalidades, dias 17 e 22 de setembro.
Fortaleza, 13 de setembro de 2009.
No dia 17 de setembro, às 15h, na Sala de Vídeo do Centro de Ciências Sociais da UFC, os pesquisadores Sued Lima (Coronel-Aviador RR / Observatório das Nacionalidades) e Olga Benário (UECE / Observatório das Nacionalidades) apresentam o filme “Valsa com Bashir”, documentário em animação premiado com o Globo de Ouro de 2009, na categoria ‘Melhor Filme Estrangeiro’. O documentário, dirigido por Ari Folman, trata das memórias da Guerra do Líbano, no início dos anos 1980.
No dia 22 de setembro, às 15h, na Sala 130 da Faculdade de Direito da UFC, será a vez do debate “Tortura e as Prisões Norte-Americanas no Afeganistão”, com a exibição do filme “Táxi para o Lado Negro”, que discute o uso da tortura na “Guerra contra o Terror” a partir da morte de um taxista numa prisão norte-americana no Afeganistão. Dirigido por Alex Gibney, o filme ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2007. O debate será conduzido pelos professores Gustavo Raposo (UFC / UNIFOR / Observatório das Nacionalidades), Theresa Rachel Couto Correia (UFC) e Danyelle Nilin Gonçalves (MJ / UFC).
Maiores informações, através do e-mail observatoriodasnacionalidades@ufc.br ou do telefone (85) 3366.7515.

Respondo com o silêncio que soluça suplicando um pedido de “me dê uma nota merecida ” por mais humilhante que isso pareça. No absurdo do mundo restrito de meu curso, soberbo,um charlatão governa.
Uma voz lânguida sobe “O bobo da corte sempre quer andar na carruagem do rei” deixe que zombe de minha digitação da minha descoordenação ritmica de sorrisos que nunca os dei, deixo que riem da minha paciencia,e da minha suplica pela injustiça.

LITERATURA E

FILOSOFIA

Gostaria de adentrar na problemática “Filosofia/Literatura” a partir de um recorte mais preciso, proposto pela coletânea preciosa, intitulada Literarische Formen der Philosophie, organizada por Gottfried Gabriel e Christiane Schildknecht (Metzler, 1990). O tema “formas literárias da filosofia” tem a vantagem de não colocar uma questão normativa a respeito das diferenças e dos domínios específicos da literatura e da filosofia, mas de suscitar uma auto-reflexão sobre as diversas formas literárias (no sentido amplo, defendido pelo Romantismo Alemão, do conceito de literatura) que caracterizam o discurso filosófico. A hipótese de príncipio consiste em afirmar que tais formas não são indiferentes ou exteriores aos enunciados filosóficos, mas, enquanto formas de exposição ou de apresentação (Darstellung), participam inseparavelmente da transmissão de conhecimento ou da busca de verdaade que visa o texto filosófico. Negligenciar estas formas, afirmando que são um aspecto “meramente retôrico” do discurso filosófico não consiste só em aceitar, de maneira acrítica, a discrepância entre “forma” e “conteúdo”, mas também em incorrer em vários erros de interpretação (por exemplo, quando se lê os Diálogos de Platão como se formassem um Sistema).

O movimento auto-reflexivo da filosofia sobre seu carater de linguagem (sprachlich), isto é também sobre sua forma literária, permite, em termos de história da filosofia, uma leitura renovada, mais atenta à singularidade dos textos. G. Gabriel dá o exemplo do texto da “prova ontológica”; quando se lembra que o texto de Anselmo é um tipo de oração (proslogion), o caráter de prova (onto)lógica passa a ter um outro peso, pois tratar-se-ia aqui muito mais de confirmar a própria fé do que de provar logicamente a necessidade da existência de Deus. Poderiamos também dizer que ler o Zaratustra de Nietzsche como um poema teatral , com indicações de ritmo e de palco, suscita uma outra compreensão da função dos animais ou do além-do-homem. Sem falar de todos mal-entendidos oriundos de uma leitura que torna o Tractatus de Wittgenstein um manual de epistemologia ou as Teses de Benjamin umas lições de filosofia da história.

Mas a auto-reflexão da filosofia sobre sua “literalidade” não traz só proveitos metodológicos ou hermenêuticos. Mais fundamentalmente, ela remete a três conjuntos de questões que sempre acompanharam a filosofia desde sua origem em Platão, enquanto gênero discursivo diferente de outros gêneros – e a filosofia de Platão pode ser tomada como campo privilegiado dessas questões. Primeiro, o fato de se tratar, em filosofia, não só de linguagem, mas mais precisamente de textos escritos: isto é toda reflexão sobre oralidade e escritura, sobre transmissão oral da sabedoria e codificação escrita (ver, em relação a Platão, todo debate sobre a “condenação da escrita” e sobre “as doutrinas não-escritas”). Segundo, o fato que a multiplicidade de formas literárias em textos filosóficos também remete á separação entre uma filosofia ligada ao ensino, da Academia de Platão até a universidade de hoje, uma Schulphilosophie mais erudita e técnica, e uma filosofia entendida como exercício de meditação ou de atenção, como tomada de posição e como prática teórica, como Weltphilosophie. Enfim, em terceiro lugar, a multiplicidade destas formas também traduz as diferentes tentativas de abordar aquilo que excede a linguagem discursiva (logos), aquilo que a transcende, aquilo que não pode ser dito, seja este algo chamado de Verdade, de Deus, de Real, ou, ainda da relação entre linguagem e mundo. Em outras palavras, a reflexão sobre as formas literárias da filosofia também significa uma reflexão crítica sobre os seus limites.


RØMERΦ ®

O primeiro é derivado dos estudos de René Descartes e trouxe a visão de que o cosmos poderia ser entendido como um relógio. A natureza seria então uma máquina, onde bastava desmontar as peças e entendê-las para compreender o todo. Esta linha de raciocínio foi aceita em definitivo quando Isaac Newton formulou as três leis da física que descreviam o movimento, e tomou conta das artes, da política e da sociedade. Pessoas que sequer sabem quem foi Descartes e Newton vivem inseridas em uma rotina de vida baseada na perspectiva destes pensadores. Que perspectiva seria essa? A de que a vida social é composta de fatos isolados. Quantas pessoas eram vistas, nas ruas, comentando que o governo brasileiro não deveria emitir opinião sobre a guerra do Iraque porque ela estava acontecendo do outro lado do mundo, e portanto, não teria nada a ver com o Brasil? Ou quantas acham que a morte de crianças na Somália não tem relação nenhuma com a desnutrição das crianças no interior do nordeste, por exemplo? Estas são opiniões cujas raízes foram construídas dentro de uma visão de mundo mecanicista (ou cartesiana).

A teoria holística segue o caminho oposto. O termo derivado do grego quer dizer, de maneira geral, “o todo”, “o completo”. Essa teoria investiga a relação de cada parte dentro da totalidade e a influência desta totalidade em cada parte, dando ênfase nas interações existentes entre elas. Para o holismo, o mundo é como um jogo de quebra-cabeças, onde cada peça tem uma função importante como complemento da figura e, sem uma delas, o jogo fica incompleto. Por este motivo, se enfatiza a preservação da vida a partir da prevenção de problemas, e não da intervenção – como é realizado em um modo de vida mecanicista, onde os desastres precisam acontecer para que se tomem providências.

O pensamento holístico defende uma visão de mundo integrada. Aqui, as crianças da Somália, que morrem de fome, e as brasileiras, que morrem de desnutrição, não são tratadas como dois problemas separados e sim frutos de uma mesma crise, descrita em uma das cenas pela personagem de Liv Ullmann: “Vocês sabiam que, no mundo todo, todo dia, 40 mil crianças morrem de desnutrição e doenças evitáveis? Quase a todo segundo? Agora…e agora…e agora…

http://transitoriamente.files.wordpress.com/2007/12/mutacao1.jpg?w=400&h=551

Mas estas curtas vidas não podem ser vistas isoladamente. Elas são parte de um sistema maior, que envolve a economia, o meio ambiente, e sobretudo a grande dívida do Terceiro Mundo. O fardo dos empréstimos frenéticos não recai sobre quem tem contas no estrangeiro ou empresas, mas sim sobre os que já não têm nada! Há três anos, um presidente perguntou: ‘Crianças devem passar fome para pagarmos a dívida?’ Tal pergunta foi respondida na prática, e a resposta foi ‘sim’, porque, desde então, milhares de crianças do Terceiro Mundo deram a vida delas para pagar a dívida de seus países e outros milhões pagam os juros com corpos e mentes subnutridos”.

Nesta linha de pensamento, esta crise seria resolvida se as pessoas começassem a pensar que tudo está interligado e é interdependente. Seria sair de uma percepção individualista para uma percepção coletivista da vida. Como diz a personagem da cientista mais à frente, “os índios americanos pensavam nas conseqüências de suas ações até a sétima geração” e é este tipo de vivência responsável que é colocada no filme como solução para a reestruturação da sociedade moderna. Vale salientar que o filme faz uma crítica aberta não apenas ao modo de vida moderno, mas especificamente à sociedade ocidental, representada pelo american way of life. Todos os exemplos de um modo de vida viciado, mercantilista, individualista e cartesiano são atribuídos à sociedade americana.

A REALIDADE: QUEM PRECISA DELA?

Os conflitos, no entanto, não se resumem às teorias. Ao serem debatidas pelos três personagens, elas trazem a tona suas tempestades pessoais que também são fruto desta crise de percepção da humanidade. Jack, Thomas e Sonia notam que, embora tenham noção de como o mundo deveria ser, eles não conseguiram, até aquele momento, implantar suas teorias em suas próprias vidas. Jack não sabe como integrar política com a visão de mundo proposta por Sonia. Esta, por sua vez, descreve de maneira espetacular como os sistemas se integram, mas não consegue manter uma relação normal e saudável com sua própria filha. E Thomas, juntamente com Sonia, é um fugitivo. Isolaram-se em uma ilha e não têm pretensões de voltar a desempenhar seus papéis sociais. Para que ter idéias brilhantes se elas não são compartilhadas? Para que projetar um modo de vida melhor se não se tem coragem de lutar por ele? É isto que questiona Jack, ao dizer que seus amigos são como vozes que gritam no meio do deserto, ao contrário de voltarem para o mundo real e tentar conviver com as adversidades presentes nele.

Este questionamento parece despertar em Thomas uma lição e ele então recita o seguinte poema:

O que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
Por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
Quem as algas apertam em teus braços?, perguntas mais firme que uma hora e um mar certos?
Eu sei perguntas sobre a presa branca do narval e eu respondo contando como o unicórnio do mar, arpado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida, em seus estojos de jóias, é infinita como a areia incontável, pura; e o tempo, entre uvas cor de sangue tornou a pedra lisa encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou seus fios musicais de uma cornicópia feita de infinita madrepérola.
Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu. A única coisa capturada é um peixe dentro do vento.

O poema de Pablo Neruda é usado como uma metáfora de tudo o que eles passaram naquele dia de convivência. Ao buscar respostas para as saídas do mundo, eles recaíram sobre as perguntas que mantinham dentro de si. Caminha-se investigando as estrelas sem fim, os mistérios do mundo e quando se acorda a única coisa que se tem em mãos é a própria vida, as relações que a ela pertence, as pessoas que se ama, que se quer bem. Um dos últimos discursos de Thomas no filme diz que a vida sente a si mesma e é maior que as teorias que a condensam em um relógio ou em um sistema cujas partes se interligam. A realidade. Sim, precisa-se dela.

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