O Dia em que Adiaram o Carnaval: política externa e a construção do Brasil.
O Dia em que Adiaram o Carnaval: política externa e a construção do Brasil.
São Paulo: Editora da UNESP, 2010.
Luis Claudio Villafane escreveu:

Tomando como ponto de partida a tentativa de adiar o carnaval de 1912 por
luto pela morte do Barão do Rio Branco, busco problematizar essa mistificação da
política externa brasileira como uma continuidade inescapável das ideias e
políticas de Paranhos, mas, principalmente, busco reconstruir o caminho trilhado
na consolidação do sentimento de identidade brasileira e de nacionalidade e
explorar o papel da ação do Estado nessa “invenção”. Mais especificamente, busco
ligar a política externa e a construção da identidade/nacionalidade brasileira.
A utilização da figura do Barão como gancho retórico para isso pareceu-me
extremamente adequada, pois nós temos um caso único de um “founding father” da
nacionalidade deslocado no tempo. Enfim, espero que possa despertar sua
curiosidade para um livro que, quem tiver o tempo e paciência, verá que, ainda
por cima, acaba em samba…
A Profa. Doutora Maria Lígia Coelho Prado teve a gentileza de escrever uma
belíssima apresentação que conclui, com generosidade, com o seguinte parágrafo:
“Concordando ou discordando das premissas e das teses esposadas – muitas delas
controversas – não há dúvidas sobre a competência e sofisticação do autor. Este
livro, sem dúvida, se constitui em leitura fundamental para todos aqueles que
desejam entender as intrincadas mediações entre relações exteriores, identidade
e nacionalismo no Brasil contemporâneo”.
O livro já está disponível na Editora e no site da Livraria Cultura.
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=15012911&sid=79168138412927329437932074&k5=112DFBE6&uid=
O Sumário é o seguinte:
APRESENTAÇÃO – Maria Lígia Coelho Prado
O BARÃO, SANTO NO ALTAR DA NACIONALIDADE
BRASIL OU BRASIS?
UM IMPÉRIO TROPICAL
SOMOS DA AMÉRICA E QUEREMOS SER AMERICANOS
O BARÃO E OUTROS SANTOS
A CONSCIÊNCIA DO ATRASO
ROMPENDO COM O BARÃO?
CONCLUSÃO

